Doris Hexsel1,2; Clarissa Reinehr1,2; Patricia Caspary1,2; Gabriela Mosena1,2; Vitor Costa Fabris1,3
Funding: None
Conflict of interest: Doris Hexsel, MD: The author has acted as a speaker and consultant for Galderma. The author is also a consultant for Allergan. The other authors have no other conflict of interest to disclose.
Submitted on: 05/06/2026
Final decision: 07/09/2026
Como citar este artigo: Hexsel D, Reinehr C, Caspary P, Mosena G, Fabris V. Toxina botulínica para o tratamento das glândulas submandibulares: Revisão de escopo da literatura com foco em desfechos estéticos e funcionais. Surg Cosmet Dermatol. 2026;18(2):e20260577.
As glândulas submandibulares (GSM) aumentadas ou ptóticas podem impactar negativamente o ângulo mandibular e o contorno facial. A toxina botulínica tipo A (BoNT-A) já está bem estabelecida como tratamento para hipertrofia das glândulas parótidas, mas o seu uso para o tratamento das GSM ainda é pouco explorado. Foi realizada uma busca nos bancos de dados PubMed, Cochrane e LILACS, abrangendo o período de novembro de 1977 a novembro de 2024. Sete estudos atenderam aos critérios de inclusão, incluindo modelos animais, estudos cadavéricos, ensaios clínicos e relatos de caso. Os estudos que avaliaram o tamanho das GSM demonstraram redução volumétrica após a aplicação de BoNT-A. As evidências atuais sugerem que a aplicação de BoNT-A nas GSM é eficaz para reduzir o tamanho glandular e pode melhorar o contorno facial.
Keywords: Glândula Submandibular; Toxinas Botulínicas Tipo A; Pescoço; Envelhecimento; Estética
O pescoço desempenha um papel crucial na estética facial como um todo, em particular entre pacientes que buscam procedimentos de rejuvenescimento. Deformidades estruturais na região cervical podem comprometer a harmonia visual do pescoço ao alterar seu contorno natural. As glândulas submandibulares (GSM), como componentes anatômicos proeminentes dessa região, influenciam significativamente o ângulo cervicomental. Quando estão aumentadas ou ptóticas, essas glândulas podem comprometer a estética cervical ao distorcer esse ângulo e contribuir para um contorno do pescoço pouco definido.1,3
Desde sua aplicação estética inicial para o tratamento de rítides faciais, a toxina botulínica tipo A (BoNT-A) tem demonstrado eficácia terapêutica em diversas condições, incluindo rosácea e sialadenite parotídea crônica.4,5 Dadas as evidências existentes que sustentam seu uso no tratamento da hipertrofia da glândula parótida,1 é razoável supor que a toxina botulínica também possa ser eficaz no tratamento do aumento de outras glândulas salivares, como as GSM.
Esta revisão de escopo tem como objetivo explorar o potencial papel da BoNT-A no tratamento da hipertrofia das GSM. Os desfechos de interesse incluíram a função glandular, o tamanho da glândula, a melhora da estética cervical e o impacto sobre a produção salivar.
Foi realizada uma busca na literatura em 11 de novembro de 2024, utilizando as bases de dados PubMed, Cochrane Library e LILACS, para identificar estudos que avaliaram o tratamento das glândulas submandibulares com toxina botulínica. A busca abrangeu artigos publicados entre novembro de 1977 e novembro de 2024. A estratégia de busca empregou os termos: "botulinum toxin" AND "submandibular gland" ("toxina botulínica" e "glândula submandibular").
Os critérios de inclusão compreenderam estudos originais, publicados em inglês, que abordassem aspectos clínicos, anatômicos, histológicos ou ultrassonográficos das glândulas salivares antes e após injeções de BoNT-A, realizados em modelos humanos ou animais e voltados ao tratamento de glândulas salivares hipertróficas ou ptóticas. Os critérios de exclusão incluíram estudos envolvendo tumores das glândulas salivares e aqueles que abordassem exclusivamente a sialorreia, sem referência à hipertrofia glandular. As variáveis extraídas incluíram o modelo do estudo (humano ou animal), o delineamento do estudo, os detalhes da intervenção, os grupos de tratamento e controle, o protocolo do estudo, o tipo de BoNT-A utilizado, os desfechos relatados e os eventos adversos.
A Figura 1 apresenta os resultados da busca de acordo com o fluxograma PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). As Tabelas 1 e 2 resumem os sete estudos incluídos nesta revisão, consistindo em quatro estudos pré-clínicos realizados em cadáveres e modelos animais, um relato de caso em humanos e dois ensaios clínicos. Os estudos clínicos não incluíram grupo controle. Todos os estudos que avaliaram o tamanho das GSM antes e após o tratamento, tanto pré-clínicos quanto clínicos, relataram redução do tamanho das GSM após o tratamento com BoNT-A.
Em geral, o tratamento foi considerado seguro, e os eventos adversos descritos nos estudos foram atribuídos a erros na técnica de injeção, com locais de injeção inadequados adjacentes ao músculo masseter, aos músculos milo-hióideos e ao tecido adiposo subcutâneo.
No relato de caso de G.Y. Bae et al., os autores realizaram uma avaliação preliminar antes das injeções de BoNT-A nas GSM para excluir causas alternativas de aumento glandular, como consumo de álcool, transtornos alimentares e lesões tumorais.6
Nos estudos incluídos na revisão, diferentes modalidades de imagem foram empregadas para localizar e mensurar as GSM: Bae et al. e Lee et al. utilizaram tomografia computadorizada (TC), enquanto Jung et al. utilizaram ultrassonografia (US).6,7 No estudo de Jung et al., a US foi utilizada não apenas para medir a glândula, mas também para orientar o local das injeções de BoNT-A.7
Nos estudos clínicos incluídos nesta revisão (n = 3), as indicações para o tratamento das GSM com BoNT-A foram: (1) preocupações estéticas em pacientes com GSM visivelmente proeminentes; e (2) avaliação do efeito das injeções de BoNT-A sobre a redução do volume das GSM em pacientes com paralisia cerebral.6-8
No estudo de So J et al. (2017), as GSM foram localizadas com o uso de referências anatômicas, sem orientação por US. Os autores estabeleceram uma linha de referência entre o ângulo mandibular e o gnátio e administraram as injeções em um ponto localizado entre 20% e 35% ao longo dessa linha, a partir do ângulo mandibular, 1,5 cm abaixo da borda inferior da mandíbula, a uma profundidade de 2 cm.9
O estudo clínico de Jung et al. (2019) combinou referências anatômicas com orientação por US. Os pesquisadores dividiram a distância entre o gnátio e o ângulo mandibular em terços e realizaram a avaliação ultrassonográfica nos dois terços laterais dessa linha para avaliar o diâmetro mediolateral da glândula e orientar as injeções.7
Todos os três estudos em humanos incluídos nesta revisão utilizaram orientação por US para as injeções de BoNT-A nas GSM.6-8 Jung et al. realizaram injeções guiadas por US nas GSM de 20 pacientes. Cada glândula recebeu 20 unidades de toxina onabotulínica tipo A (Botox® – BTX), diluídas em 0,2 mL de solução salina e distribuídas em cinco pontos de injeção, espaçados 5 mm entre si, utilizando uma agulha de calibre 30 e 0,5 polegada, resultando em uma dose total de 40 unidades por paciente.7
Lee et al. trataram oito pacientes com paralisia cerebral, também sob orientação por US. A BTX foi injetada na dose de 1 unidade/kg por glândula, com dose máxima de 100 unidades por paciente. Cinco pacientes necessitaram de sedação, enquanto os três restantes foram submetidos ao procedimento sem anestesia. A técnica de injeção, realizada por meio de um ou múltiplos pontos de injeção, não foi especificada no protocolo do estudo.8
No relato de caso de Bae et al., foram administradas, sob orientação por US, injeções de 20 unidades de BoNT-A em cada GSM. A toxina foi diluída na concentração de 4 unidades por 0,1 mL de solução salina (100 unidades em 2,5 mL de solução salina). A marca da BoNT-A e a técnica de injeção (por exemplo, o número e a distribuição dos pontos de injeção) não foram informadas. O tratamento foi repetido aos 2 e 4 meses após a injeção inicial.6
Os principais efeitos adversos em potencial da injeção de BoNT-A nas GSM incluem fraqueza dos músculos adjacentes, que pode resultar em disfagia e disartria, bem como lesão intravascular ou neurovascular decorrente de técnica de injeção inadequada.7 Os locais de injeção inadequados relatados com mais frequência são os músculos milo-hióideos e o tecido adiposo subcutâneo. Para minimizar o risco de difusão da BoNT-A para as estruturas circundantes, Jung et al. recomendam o uso de injeções de alta concentração e baixo volume, o que pode reduzir a probabilidade de eventos adversos como disfagia e disartria.7
As injeções de BoNT-A nas GSM podem ser realizadas com ou sem orientação por US. Em um estudo cadavérico realizado por Song JI et al., a precisão das injeções guiadas por US foi comparada à das injeções baseadas exclusivamente em referências anatômicas. Os resultados demonstraram que a orientação por US melhorou significativamente a precisão das injeções (p = 0,0025).9 O estudo envolveu cadáveres frescos e comparou duas técnicas: injeções não guiadas, com base em uma linha de referência entre o ângulo mandibular e o gnátio, com os pontos de injeção posicionados entre 20% e 35% ao longo dessa linha a partir do ângulo mandibular, 1,5 cm abaixo da borda inferior da mandíbula, a uma profundidade de 2 cm; e injeções guiadas por US, utilizando um transdutor de alta resolução de 45 MHz. A precisão aumentou de 50% com o método baseado em referências anatômicas para 91,67% com a orientação por US.9 Os autores concluíram que o uso da US aumenta a precisão da injeção e também pode reduzir o risco de eventos adversos, como fraqueza dos músculos adjacentes e punção intravascular ou neurovascular durante o procedimento. Os locais mais comuns de injeção inadequada identificados foram os músculos milo-hióideos e o tecido adiposo subcutâneo.9
A injeção de BoNT-A nas GSM pode resultar em diversos efeitos clínicos. Do ponto de vista estético, o desfecho mais relevante é a redução do tamanho da glândula, que contribui para uma linha mandibular mais suave e definida. Estudos que utilizaram imagens de TC antes e após a injeção de BoNT-A demonstraram redução significativa do volume das GSM.6-8
No estudo de Lee Z et al., as GSM de oito pacientes com paralisia cerebral receberam injeções de BoNT-A na dose de 1 unidade/kg por glândula, seguidas de avaliação por TC para análise das alterações morfológicas 3 semanas após a injeção. Os resultados revelaram uma redução estatisticamente significativa do tamanho das GSM (p < 0,05).8 Especificamente, a área média da GSM direita diminuiu de 3,19 cm2 para 2,76 cm2, e a da GSM esquerda, de 2,98 cm2 para 2,76 cm2 após 3 semanas.8 Esse achado sustenta a observação clínica dos autores de assimetria no tamanho das glândulas em quase todos os casos.
No estudo de Jung et al., 20 pacientes receberam 20 unidades de BoNT-A por GSM, administradas em cinco pontos de injeção sob orientação ultrassonográfica. Foi observada redução do diâmetro mediolateral das GSM, com efeito máximo ocorrendo 2 meses após a injeção e persistindo por aproximadamente 6 meses.7 Os autores levantaram a hipótese de que a redução glandular observada possa resultar de desnervação funcional, embora o mecanismo subjacente exato ainda seja incerto.7
A maioria dos estudos que investigaram alterações histológicas nas GSM após a injeção de BoNT foi realizada em modelos de ratos. Coskun et al. avaliaram alterações morfológicas nas GSM de ratos aos 14 e 28 dias após a injeção de BoNT-A e relataram redução significativa do diâmetro anteroposterior e da circunferência glandular em ambos os momentos (p < 0,05), com a maior redução observada no dia 28. O único achado histopatológico relevante foi a infiltração linfocitária.10
Em outro estudo, Ellies et al. demonstraram uma redução significativa nos níveis de óxido nítrico sintase neuronal nas GSM tratadas com BoNT-A (2,5 unidades de Botox® diluídas em 0,1 mL de solução salina), em comparação com glândulas não tratadas e glândulas submetidas à injeção simulada.11 Isso sugere que as vias do óxido nítrico desempenham um papel crítico na regulação neural da função das glândulas salivares. Esses achados são consistentes com o estudo anterior de Ellies et al. (1999), que relatou uma diminuição na concentração de acetilcolinesterase nas GSM de ratos tratados com BoNT, reforçando a hipótese de desnervação funcional como mecanismo da atrofia glandular.11,12
Os estudos sugerem que o tamanho das GSM não aumenta significativamente com a idade; contudo, a ptose relacionada ao envelhecimento ocorre gradualmente, tornando as glândulas mais proeminentes ao longo do tempo.13 Fatores adicionais, ainda não identificados, podem contribuir para a descida ou hipertrofia das GSM com o envelhecimento. A ptose das glândulas submandibulares correlaciona-se positivamente com a idade, é comum em idosos e sua avaliação clínica precisa requer orientação anatômica ou por métodos de imagem devido à flacidez dos tecidos sobrejacentes.13 O diagnóstico da ptose das GSM pode ser desafiador, pois a flacidez dos tecidos moles sobrejacentes pode dificultar sua visualização clínica.3
Portanto, recomenda-se o uso de referências anatômicas ou métodos de imagem (por exemplo, US ou TC) para garantir a localização precisa das glândulas e a injeção segura de BoNT-A.
Para auxiliar na avaliação clínica, Lee et al. propuseram um sistema de graduação para a ptose das GSM com base na distância entre a borda inferior da mandíbula e o ponto mais inferior da glândula: Grau I, < 20 mm; Grau II, 20–25 mm; Grau III, 25–30 mm; Grau IV, > 30 mm.14 Esse sistema de graduação pode ser útil para a avaliação pré-tratamento antes da administração de injeções de BoNT-A.
Em um estudo transversal, Lee et al. analisaram 100 tomografias computadorizadas (50 homens e 50 mulheres) de pacientes com idade entre 18 e 91 anos para avaliar a ptose das GSM. Foi encontrada uma correlação linear entre a idade e a descida glandular (p < 0,001), com uma taxa média de descida de 0,17 mm por ano. Deve-se ressaltar que 92,6% dos pacientes com 65 anos ou mais apresentaram ptose de Grau III ou IV, sem diferença significativa entre os sexos.14
Lee et al. também definiram uma "zona segura" para a injeção nas GSM (Figura 2A), recomendando a administração de BoNT-A entre 20% e 35% da distância entre o ângulo mandibular e o gnátio, 1,5 cm abaixo da borda mandibular, utilizando uma injeção a 2 cm de profundidade (agulha de 2 cm).14 Hu et al. descreveram uma técnica que envolve a palpação da glândula, seguida de injeção com uma agulha de 0,5 polegada (Figura 2B). A glândula é localizada ao longo de uma linha vertical que passa pelo canto lateral, mantendo-se uma distância de 2 cm da borda mandibular para minimizar o risco de injeção intravascular. A BoNT-A é administrada em um único ponto de injeção.15 Hu et al. recomendaram uma dose de 15 a 30 unidades de BoNT-A por glândula.15 As profundidades de injeção relatadas variam de 0,5 a 2,0 cm entre os diferentes estudos.14-16
O sistema de graduação proposto por Lee et al. fornece uma estrutura prática para a avaliação da ptose das glândulas submandibulares e pode orientar o planejamento pré-tratamento para as injeções de BoNT-A.14 As zonas de injeção, profundidades e doses definidas para a BoNT-A, conforme descrito por Lee et al. e Hu et al., permitem o tratamento seguro e eficaz das glândulas submandibulares, minimizando o risco de complicações.14,15
A atrofia glandular, particularmente após injeções repetidas de toxina botulínica, é uma preocupação potencial associada a esse tratamento. Nenhum dos estudos incluídos nesta revisão avaliou os efeitos de sessões repetidas de tratamento. Ainda assim, observou-se redução do tamanho glandular após uma única injeção, sugerindo diminuição do volume da glândula, mas a verdadeira atrofia glandular não pode ser confirmada com base nas evidências disponíveis.17,18 Embora não tenham sido relatados casos de xerostomia nos estudos incluídos,6-8 a redução da função salivar permanece uma preocupação plausível, particularmente com tratamentos repetidos.17 Evidências experimentais e clínicas de estudos envolvendo outras glândulas salivares maiores, especialmente a parótida, sugerem que as reduções do volume glandular e da função secretora induzidas pela toxina botulínica são geralmente transitórias e reversíveis após o término do efeito farmacológico.17,18 Portanto, caso ocorra hipofunção glandular cinicamente significativa ou xerostomia, a suspensão do tratamento provavelmente permitiria a recuperação do tamanho glandular e da função salivar nos meses subsequentes.17,18
A principal limitação desta revisão de escopo é o número limitado de estudos clínicos e pré-clínicos atualmente disponíveis sobre o tema. Ainda assim, esta revisão representa um passo importante para orientar a padronização da técnica e promover maior consistência e diálogo entre estudos futuros nessa área.
Os estudos incluídos nesta revisão de escopo sugerem que as injeções de BoNT-A podem reduzir efetivamente o tamanho das GSM, resultando em melhor definição da linha mandibular e aprimoramento do contorno cervicofacial. Entretanto, uma avaliação diagnóstica minuciosa é essencial para identificar a causa subjacente das irregularidades do contorno cervical. A exclusão de etiologias alternativas para o abaulamento submandibular, como condições tumorais, infecciosas ou sistêmicas, é fundamental para garantir que o tratamento com BoNT-A seja apropriado e seguro.
Doris Hexsel
ORCID: 0000-0002-0615-9026
Aprovação da versão final do manuscrito. Concepção e planejamento do estudo, Elaboração e redação do manuscrito, Participação efetiva na orientação da pesquisa, Revisão crítica do manuscrito.
Clarissa Reinehr
ORCID: 0000-0003-1811-4519
Elaboração e redação do manuscrito, Obtenção, análise e interpretação dos dados, Revisão crítica da literatura, Revisão crítica do manuscrito.
Patricia Caspary
ORCID: 0009-0000-9205-3051
Elaboração e redação do manuscrito, Obtenção, análise e interpretação dos dados, Revisão crítica da literatura, Revisão crítica do manuscrito.
Gabriela Mosena
ORCID: 0000-0002-4907-2713
Elaboração e redação do manuscrito, Obtenção, análise e interpretação dos dados, Revisão crítica da literatura, Revisão crítica do manuscrito.
Vitor Costa Fabris
ORCID: 0000-0002-3540-2769
Aprovação da versão final do manuscrito, Elaboração e redação do manuscrito, Participação efetiva na orientação da pesquisa, Revisão crítica da literatura, Revisão crítica do manuscrito.
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