Sociedade Brasileira de Dermatolodia Surgical & Cosmetic Dermatology

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ISSN-e 1984-8773

Volume 1 Número 2


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Artigo de revisão

Tratamento do melasma: revisão sistemática

Treatment of Melasma: systematic review


Denize Steiner1, Camila Feola1, Nediana Bialeski1, Fernanda Ayres de Morais e Silva1

Doutora, Chefe do Serviço de Residência Médica1, Médica – residente do 3º ano2, Médica – residente do 3º ano2, Médica – residente do 2º ano4

Recebido em 30/04/2009.
Aprovado pelo Conselho Consultivo em 30/05/2009.
Declaramos a inexistência de conflitos de interesse

Correspondência:
Denise Steiner
Rua: Engenheiro Edgard Egídio de
Souza, 420 – Pacaembu
São Paulo – SP
Tel/Fax: 11-38259955/38259968
E-mail: steiner@uol.com.br

 

Resumo

Introdução: O melasma é uma hipermelanose crônica, adquirida, que afeta áreas fotoexpostas da pele. Sua etiopatogenia ainda não está bem esclarecida. A exposição solar é fator importante, mas também tem sido descrita a relação com fatores hormonais, vasculares, predisposição genética e proteínas relacionadas à tirosinase. Devido à sua natureza recorrente e refratária, o tratamento do melasma é difícil e tem como objetivo a prevenção ou a redução da área afetada, com o menor número possível de efeitos adversos. Os princípios da terapia incluem a proteção contra a radiação ultravioleta (UV) e a inibição da atividade dos melanócitos e da síntese da melanina. Objetivo: Realizar revisão sistemática da literatura para identificar os tratamentos mais eficazes e seguros para o melasma, incluindo os tópicos, os orais e os procedimentos. Método: A pesquisa foi realizada no período de 5 de fevereiro a 15 de março de 2009, utilizando três bases de dados: MEDLINE (1966-2009), Biblioteca Cochrane e LILACS. Após estabelecer os critérios de seleção, os melhores estudos controlados e comparativos foram descritos individualmente. Resultados: Foram detectados 703 artigos no MEDLINE, 89 no LILACS e 100 na Biblioteca Cochrane e revisados 143, dos quais 10 descritivos (6,99%), 30 de revisão (20,97%) e 103 de intervenção (72,03%). Os estudos de intervenção não controlados, os descritivos e os de revisão foram analisados em conjunto. Dos demais, foram selecionados 42 artigos com melhor delineamento para descrição individual. Doze de 42 compreendiam estudos controlados (28,57%) e 30 de 42, comparativos (71,43%). Dezoito dos 42 compreendiam o tipo split face (42,86%) e 24, grupos paralelos (57,14%), sendo 34 (80,95%) randomizados. Oito (19,05%) apresentavam o delineamento ideal, ou seja, foram controlados com placebo e cegos. Limitações: Heterogeneidade dos estudos, poucos com delineamento adequado. Conclusões: A utilização de protetor solar de largo espectro é importante no tratamento do melasma e a hidroquinona tópica é o tratamento mais utilizado. Demais agentes clareadores mais usados incluem ácido retinoico, ácido azelaico e ácido kójico. Combinações terapêuticas aumentam a eficácia em comparação à monoterapia. Peelings químicos e físicos e tratamentos com laser e luz intensa pulsada constituem modalidades complementares utilizadas para tratar o melasma.

Palavras-chave: MELASMA, HIPERPIGMENTAÇÃO, CLOASMA, TRATAMENTO

Introdução

O melasma é uma hipermelanose crônica, adquirida, que acomete áreas expostas da pele, principalmente as regiões frontal e malar.1,2,3,4,5 Afeta ambos os sexos, com maior incidência em mulheres, especialmente gestantes.2,3,5 Ocorre em todas as raças, particularmente em indivíduos com fototipos altos, que vivem em áreas com elevados índices de radiação ultravioleta (UV).4,6,7

A etiopatogenia do melasma ainda não está bem esclarecida. A radiação UV é fator importante, implicado na peroxidação de lipídios na membrana celular, com liberação de radicais livres, que estimulariam os melanócitos.3,5,6

Foi descrita uma relação direta entre melasma e fatores hormonais femininos, com estudos demonstrando níveis elevados de hormônio luteinizante (LH) e baixos de estradiol sérico.3,5,6 Sugere-se ainda etiologia vascular, na qual os melanócitos que apresentam receptores de fator do crescimento do endotélio vascular (VEGF) poderiam responder a fatores angiogênicos, aumentando a vascularização e contribuindo para a hiperpigmentação cutânea.8 Além disso, a microscopia eletrônica demonstra aumento da síntese de tirosinase nas lesões de melasma. 7 A ocorrência familiar sugere predisposição genética.4

O melasma é classificado de acordo com características clínicas e histológicas.7 Em relação à localização do pigmento, pode ser epidérmico, dérmico ou misto.3,4,5 Esta classificação tem especial importância para definir a escolha terapêutica e o prognóstico.1,3

O tratamento do melasma tem como principal objetivo o clareamento das lesões e a prevenção e redução da área afetada, com o menor número possível de efeitos adversos.4,9 Os principais agentes utilizados e seu provável mecanismo de ação são descritos na Tabela 1. Recomendações adicionais incluem descontinuação de pílulas anticoncepcionais, suspensão do uso de produtos cosméticos perfumados e de drogas fototóxicas.10 Outras formas de tratamento podem ser utilizadas, como peelings químicos, microdermoabrasão, luz intensa pulsada e lasers.11

Método

Estratégia de busca e seleção dos estudos.
As buscas foram realizadas no período de 5 de fevereiro a 15 de março de 2009, por meio de três bases de dados: MEDLINE (1966-2009), Biblioteca Cochrane (março 2009) e LILACS, nos idiomas inglês, português e espanhol. As palavras- chave utilizadas foram melasma, cloasma e cruzamentos com os termos treatment, tratamiento, therapeutics, efficacy, safety, review, update, randomizade clinical trial. Foram detectados 703 artigos no MEDLINE, 89 no LILACS e 100 na Biblioteca Cochrane, e selecionados 143 estudos para revisão, utilizando como critério de exclusão a falta de qualidade metodológica dos mesmos. Considerando o objetivo proposto, foram analisados individualmente 42 estudos que compararam pelo menos um tratamento ativo com um controle, que pode ser um placebo ou uma intervenção alternativa. Os demais estudos foram analisados em conjunto para fins descritivos.

Os estudos foram categorizados de acordo com o tipo de agente terapêutico utilizado: clareadores tópicos, peelings químicos, microdermoabrasão, luz intensa pulsada, lasers, entre outros. Foram incluídos nessas categorias os estudos controlados ou comparativos, randomizados ou não, cegos ou abertos.

Qualidade metodológica

A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada de acordo com os seguintes critérios: randomização adequada; utilização de grupo-controle com placebo no mesmo paciente ou em grupos paralelos; avaliação cega para os pacientes e/ ou investigadores; critérios de inclusão e exclusão da população em estudo claramente descrito; técnica utilizada adequadamente descrita; eficácia avaliada incluindo métodos quantitativos – Melasma Severity Index ou MASI, análise digital quantitativa das fotografias, métodos invasivos, como biópsia de pele e exame histológico com colorações especiais, imunohistoquímica e análise digital; tolerância e segurança imediata adequadamente avaliadas; análise estatística incluída; e seguimento dos pacientes para avaliação da manutenção dos resultados por período prefixado.

Resultados

Dos 143 artigos selecionados para revisão, 10 foram descritivos (6,99%), 30 de revisão (20,97%) e 103 de intervenção (72,03%). Os estudos de intervenção não controlados, descritivos e de revisão foram analisados em conjunto. Dos demais, 42 artigos com melhor delineamento foram selecionados para descrição individual. Doze de 42 compreendiam estudos controlados (28,57%) e 30 de 42 compreendiam estudos comparativos (71,43%). Dezoito de 42 compreendiam tipo split face (42,86%), 24 (57,14%), grupos paralelos, sendo 34 dos 42 randomizados (80,95%). Oito (19,05%) apresentavam o delineamento ideal, ou seja, foram controlados com placebo e cegos. Os principais estudos serão descritos de acordo com o tipo de tratamento e substâncias utilizadas.

Fotoprotetor
Vazquez e Sanchez 1983:13 Estudo controlado, randomizado, duplo-cego avaliando o uso de fotoprotetor de alto espectro versus placebo em 53 pacientes usando cremes clareadores. Esses resultados confirmaram o impacto positivo do uso do fotoprotetor no tratamento do melasma (96,2% versus 80,7%).
Abarca et al. 1987:14 Estudo controlado, randomizado, duplo- cego em 65 gestantes usando placebo versus protetor solar diariamente na face durante o segundo trimestre da gravidez. Houve incidência significativamente menor de melasma no grupo que usou protetor solar.

Hidroquinona
Sanchez e Vasquez 1982:15 Estudo comparativo, randomizado, duplo-cego, entre duas formulações da hidroquinona (HQ) em 50 mulheres (Fórmula A — HQ 3% + ácido ascórbico 0,2%, em solvente hidroalcoólico; fórmula B — idêntica à fórmula A + agentes emolientes Laneth — 16 3,0% e PPG — 15 Stearyl éter 2,0%) duas vezes por dia. A fórmula A foi mais efetiva, com melhora importante em 88% das pacientes, com efeitos adversos mínimos.

Retinoides
Leenutaphong et al. 1999:16 Estudo controlado, randomizado, comparou o uso tópico de isotretinoína gel 0,05% versus veículo base em 30 pacientes com melasma moderado a severo, durante 40 semanas. A redução média do MASI (Melasma Area Severity Index – Índice de área e gravidade do melasma) e MAMI (índice de avaliação colorimétrica) no grupo da isotretinoína foi de 68,2% e 47%, respectivamente, versus 60% e 34% no grupo-controle, porém não houve diferença estatística significativa.
Kimbrough-Green et al. 1994:17 Estudo controlado, randomizado, cego, comparando uso de tretinoína 0,1% tópica versus veículo em 28 pacientes negras por 10 meses. Houve melhora clínica e colorimétrica, com melhora no MASI de 32% no grupo da tretinoína, versus 10% no grupo-controle. Exame histológico revelou significativa redução do pigmento epidérmico no grupo da tretinoína.
Griffiths et al. 1993:18 Estudo controlado, randomizado entre tretinoína 0,1% tópica versus veículo em 38 mulheres, por 40 semanas. No grupo da tretinoína, houve 68% de melhora clínica versus 5% do grupo-controle (p = 0,0006). Colorimetria mostrou clareamento no grupo da tretinoína e escurecimento no grupo-controle (p = 0,01) correlacionada ao clareamento clínico (r = 0,55, p = 0,0005). Histologicamente, o pigmento epidérmico foi reduzido em 36% no grupo da tretinoína e houve aumento em 50% no grupo-controle (p = 0,002), que também foi correlacionado ao clareamento clinico (r = -0,41, p = 0,01).

TRATAMENTOS TÓPICOS COMBINADOS

Grimes 2007:19 Estudo comparativo, split-face, utilizando três cremes com HQ 4%: creme A (HQ 4%+ retinol 0,15% com antioxidantes), creme B (HQ 4% + retinol 0,3% com antioxidantes) e creme C (acetonida de fluocinolona 0,01% + HQ 4% + tretinoína 0,05%), por 12 semanas. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo 1 – creme A versus B; grupo 2 – creme A versus C. No grupo 1, o creme A obteve melhora estatisticamente significativa em relação ao creme B, na avaliação sobre a severidade total do distúrbio (8ª semana, p = 0,05; 12ª semana, p = 0,028), área de lesão (8ª semana, p = 0,005; 12ª semana, p = 0,012), intensidade da pigmentação (8ª semana, p = 0,012; 12ª semana, p = 0,012) e escore MASI (8ª semana, p = 0,002; 12ª semana, p = 0,012). O grupo 2 mostrou resultados semelhantes entre os cremes A e C.

Ferreira et al. 2007: Estudo comparativo, randomizado, aberto entre o uso HQ 4% versus ácido retinoico 0,05% + HQ 4% + acetonida de fluocinolona 0,01% em 120 pacientes por 8 semanas. Em 35% dos pacientes que receberam terapia tripla, houve clareamento total, versus 5,1% daqueles que receberam apenas HQ (p = 0,0001). Houve melhora superior a 75% em 73% dos pacientes que utilizaram terapia tripla, versus 49% dos que receberam HQ 4%(p = 0,007).

Chan et al. 2008:21 Estudo comparativo, randomizado, cego entre o uso da tretinoína 0,05% + acetonida de fluocinolona 0,01% + HQ 4% versus HQ 4% por 8 semanas. A terapia combinada foi superior à monoterapia, apresentando melhor desempenho quanto a MASI em 64,2% versus 39,4% do grupo da HQ (p < 0,001). A satisfação do paciente também foi superior no grupo da terapia combinada, com 70,8% versus 49,6% no grupo HQ (p = 0,005).

Astaneh et al. 2005:22 Estudo comparativo, randomizado, duplo-cego em 64 pacientes divididos em dois grupos (Grupo A: HQ 4% versus Grupo B: HQ 4% + dexametasona 0,05% + tretinoína 0,05%). Após 12 semanas, 81,2% do grupo B, comparado com 31,3% do grupo A, obtiveram bons a excelentes resultados (p < 0,05).

Cestari et al. 2007:23 Estudo multicêntrico, comparativo, randomizado, aberto com 120 pacientes utilizando combinação tripla (CT) de HQ 4% + tretinoína 0,05% + acetonida fluocinolona 0,01% 1 vez/dia versus HQ 4% 2 vezes/dia para avaliar o custo-benefício do tratamento. Após 8 semanas, foi obtido sucesso terapêutico em 35% dos pacientes no grupo com CT e em 5,1% no grupo com HQ. A CT demonstra maior eficácia e baixo custo por caso de clareamento completo do melasma, quando comparado com HQ 4%.

Taylor et al. 2003:24 Estudo multicêntrico, comparativo, randomizado, cego, com 641 pacientes, divididos em grupos de tratamento, utilizando creme contendo tretinoína 0,05%+ HQ 4%+ acetonida de fluocinolona 0,01%, versus a combinação de agentes duplos (tretinoína + HQ, tretinoína + acetonida de fluocinolona e HQ + acetonida de fluocinolona) por 8 semanas. O resultado demonstrou que 26,1% do grupo da terapia tripla experimentaram completo clareamento versus 4,6% dos outros grupos (p = 0,0001). Além disso, foi observada uma redução da pigmentação maior que 75% em mais de 70% dos pacientes da terapia tripla versus 30% dos grupos da dupla combinação.

Guevara e Pandya 2003:25 Estudo comparativo, randomizado, duplo-cego em 39 mulheres hispânicas divididas em dois grupos. Grupo 1: creme com HQ 4% + ácido glicólico 10% + vitamina C + vitamina E. Grupo 2: protetor solar. Após semanas, houve melhora em 75% do grupo que recebeu o creme clareador, versus 13% do grupo que recebeu filtro solar (p < 0,0001).

Lim 1999:26 Estudo comparativo, randomizado, duplocego, split-face entre o creme HQ 2% + ácido glicólico 10% versus HQ 2% + ácido glicólico 10% + ácido kójico 2% em 40 mulheres chinesas com melasma epidérmico, durante 12 semanas. Houve melhora de 60% no grupo que recebeu ácido kójico e de 47,5% no grupo que não recebeu, sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,9).

Garcia e Fulton 1996:27 Estudo comparativo, split-face entre o uso de gel com ácido glicólico 5% + HQ 2% versus ácido glicólico 10% + ácido kójico 2% em 39 pacientes, por 12 semanas. Todos os pacientes apresentaram algum grau de melhora. Pacientes com melasma tipo epidérmico responderam melhor ao tratamento, com 28% no grupo do ácido kójico e 21% no grupo da hidroquinona, mas sem diferença estatisticamente significativa (p > 0,05).

Sarkar et al. 2002:28 Estudo comparativo, split-face, randomizado, cego, com 40 pacientes indianos que utilizaram em um lado da face creme com propionato de clobetasol 0,05% por 8 semanas, seguido de ácido azelaico (AZ) 20% por 16 semanas versus AZ 20% por 24 semanas. Até a 16ª semana, o clareamento foi mais evidente na terapia sequencial, com 70% versus 33% (p < 0,001). Entretanto, com 24 semanas, apesar da diferença ainda estatisticamente significativa, os dois lados obtiveram boa resposta com clareamento: 86% versus 50% (p = 0,0052).

Lee et al. 2002:29 Estudo controlado, randomizado, em 47 mulheres coreanas divididas em três grupos. O grupo A recebeu apenas veículo; grupo B, lincomicina 2% + valerato de betametasona 0,05%; e o grupo C, lincomicina 2% + ácido linoleico 2% + valerato de betametasona 0,05%. Após seis semanas, o grupo A permaneceu com 98% do MASI inicial e o grupo B, com 85,4%, ambos sem significância estatística. O grupo C teve redução para 68% do MASI inicial (p < 0,05).

HQ X Ácido Azelaico (AZ)
Baliña e Graupe 1991:30 Estudo comparativo, randomizado, duplo-cego entre AZ 20% versus HQ 4% com 329 mulheres. Após 24 semanas, 64,8% do grupo com AZ e 72,5% do grupo da HQ demonstraram bons a excelentes resultados, entretanto 7,4% e 8,3%, respectivamente, apresentaram falha terapêutica. Não houve diferença entre os grupos quanto à redução do tamanho da lesão e à intensidade de pigmentação. HQ X Ácido Ascórbico

Espinal-Perez et al. 2004:31 Estudo comparativo, split-face, randomizado, duplo-cego, em 16 mulheres que utilizaram creme com ácido ascórbico 5% versus HQ 4%. Após 16 semanas, a avaliação subjetiva demonstrou resultados bons a excelentes em 93% no lado da HQ, comparado com 62,5% no lado com ácido ascórbico (p < 0,05), mas medidas colorimétricas não mostraram diferenças estatisticamente significativas.

HQ X Skin Whitening Complex
Haddad et al. 2003:32 Estudo controlado, split-face, randomizado, duplo-cego, em 30 mulheres divididas em dois grupos. Grupo 1: HQ 4% em um lado da face e placebo no outro lado. Grupo 2: skin whitening complex 5% e placebo. Após três meses, houve uma melhora global de 72% na hemiface tratada em relação ao placebo. Grupo 1 apresentou melhora de 76,9% com 25% de efeitos adversos leves e o grupo 2 apresentou melhora de 66,7%, sem efeitos adversos. No entanto, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p = 0,673).

Amelan X Mela D
Levy et al. 2005:33 Estudo comparativo, randomizado, splitface, em 22 mulheres francesas utilizando cremes clareadores sem HQ: Amelan M® uma vez ao dia em uma hemiface versus Mela D® uma vez ao dia na outra hemiface. A avaliação após quatro meses mostrou redução estatisticamente significativa do MASI com os dois tratamentos, e na análise com um mensurador de melanina (mexameter MX18®), apenas o AMELAN M mostrou despigmentação (p < 0,00001).

Rucinol
Khemis et al. 2007:34 Estudo controlado, split-face, randomizado, duplo-cego em 32 mulheres utilizando sérum de rucinol 0,3% versus veículo para ser aplicado em cada hemiface duas vezes ao dia. Após 12 semanas, os pacientes puderam optar por participar de um tempo adicional (três meses) com o rucinol em toda a face (fase 2). No fim da fase 1, foi observado que o MASI para o lado tratado com rucinol foi significativamente menor que o lado controle (p = 0,027). Já na fase 2, o lado previamente tratado com veículo mostrou redução significativa do escore, assim como no lado já tratado com rucinol, mas sem diferença estatisticamente significativa entre os dois lados.

Niacinamida
Hakozaki et al. 2002:35 Estudo controlado, split-face, randomizado, duplo-cego com 18 mulheres japonesas. Uso tópico de niacinamida 5% versus veículo por 8 semanas. A avaliação subjetiva e por imagem computadorizada mostrou redução significativa da pigmentação no lado tratado em relação ao controle (p < 0,05).

Hakozaki et al. 2006:36 Estudo comparativo, split-face, randomizado, com 60 mulheres japonesas divididas em dois grupos, cada um com dois tratamentos (um em cada hemiface). Grupo 1: gel com vitamina C e niacinamida + ultrassom (US), sem tratamento na outra hemiface. Grupo 2: gel com vitamina C e niacinamida + US versus o mesmo gel. Após quatro semanas, houve significativa redução da hiperpigmentação nos lados tratados com gel de vitamina C + niacinamida associado ao US, em comparação com o lado não tratado ou que utilizava apenas o gel despigmentante.

Liquiritin
Amer e Metwalli 2000:37 Estudo controlado, split-face, randomizado, cego, com 20 mulheres, para comparar o uso tópico de liquiritin versus veículo, duas vezes ao dia, por quatro semanas. A avaliação do escore de cinco pontos em relação à pele normal (1, sem diferença; 2, diferença leve; 3, diferença moderada; 4, diferença acentuada; 5, diferença muito acentuada) mostrou redução de 1 a 3 níveis no lado tratado com liquiritin.

Iontoforese Com Vitamina C
Huh et al. 2003:38 Estudo controlado, split-face, randomizado, duplo-cego, com 29 mulheres utilizando para a iontoforese solução de vitamina C em um lado da face versus água destilada no outro lado. Avaliação colorimétrica após 20 semanas mostrou redução significativa no lado da vitamina C (p = 0,002), em comparação ao lado controle (p = 0,142).

PEELINGS QUÍMICOS

Acido Glicólico
Erbil et al. 2007:39 Estudo comparativo, randomizado, de rótulo aberto, com 28 pacientes divididas em dois grupos. Grupo 1: creme de AZ 20% duas vezes ao dia + adapaleno 0,1% gel à noite combinado com 8 sessões semanais de peeling com ácido glicólico 50-70% durante 20 semanas. Grupo 2: AZ 20% duas vezes ao dia + adapaleno 0,1% gel à noite. A avaliação do MASI mostrou redução de 83,08% (p = 0,001) no grupo 1 e de 69,34% (p = 0,005) no grupo 2.

Hurley et al. 2002:40 Estudo comparativo, split-face, randomizado, com 21 mulheres hispânicas, que foram submetidas a quatro sessões de peeling de ácido glicólico 20-30% quinzenais em hemiface, associadas ao uso de creme de HQ 4% duas vezes ao dia. Houve diminuição significativa do melasma em ambos os tratamentos (p < 0,01), porém não foi significativa entre as hemifaces (p = 0,75).

Lim e Tham 1997:41 Estudo comparativo, split-face, cego, com 10 mulheres asiáticas, submetidas a oito sessões de peeling com ácido glicólico 20-70% em uma hemiface a cada três semanas, além do uso de ácido glicólico 10% + HQ 2% em toda a face duas vezes ao dia. O lado que recebeu peeling de ácido glicólico obteve resultados melhores, porém sem diferença estatística significativa em relação ao outro lado (p > 0,059).

Sarkar et al. 2002:42 Estudo comparativo, randomizado, cego, com 40 pacientes indianas, divididas em dois grupos. Um grupo controle fez uso diário da fórmula de Kligman modificada (tretinoína 0,05% + HQ 2% + acetato de hidrocortisona 1%), versus grupo que recebeu seis sessões de peeling de ácido glicólico, com intervalo de três semanas, associado ao uso diário da mesma fórmula. Uma redução significativa do MASI foi observada em ambos os grupos (p < 0,001). O grupo do peeling mostrou uma tendência de melhora maior e mais rápida (p < 0,001).

Rendon et al. 2008:43 Estudo comparativo, randomizado, de rótulo aberto, em 20 pacientes com melasma de moderado a severo entre a combinação tripla (acetonida de fluocinolona 0,01% + HQ 4% + tretinoína 0,05% em creme) versus peelings seriados de ácido glicólico. Os participantes foram tratados com creme TC durante duas semanas antes do tratamento. Seis ciclos de duas semanas do creme combinado, alternados com cinco peelings de ácido glicólico, foram utilizados. Após 12 semanas, houve melhora significativa da hiperpigmentação avaliada por espectrometria objetiva (p < 0,001).

Garg et al. 2008:44 Estudo comparativo, randomizado, cego, com 60 pacientes divididos em três grupos. Grupo 1: Peeling de ácido glicólico, sem preparo prévio da pele. Os grupos 2 e 3 realizaram preparo pré-peeling com ácido retinoico 0,025% e HQ 2%, respectivamente, aplicados à noite, duas semanas antes do procedimento. A concentração inicial do ácido glicólico foi de 20%, tendo sido aumentada em 5% a cada aplicação.

A avaliação pelo MASI demonstrou no grupo 1 decréscimo de 35,04% em três meses e de 29,85% em seis meses, ambos estatisticamente significativos (p < 0,001), e decréscimo de 10,78% em nove meses, não significativo. No grupo 2 houve decréscimo de 40,79%, 38,28% e 26,04%, respectivamente (p < 0,001). No grupo 3 houve decréscimo de 48,85%, 51,87% e 44,29% (p < 0,001).

Solução de Jessner X Ácido Salicílico
Ejaz et al. 2008:45 Estudo comparativo, randomizado, duplocego, com 60 mulheres asiáticas divididas em dois grupos. O grupo A foi tratado com peeling de Solução de Jessner e o grupo B, com peeling com ácido salicílico 30%, quinzenais por 12 semanas. Houve melhora estatisticamente significativa em ambos os grupos (p < 0.0001), porém sem diferença estatística entre eles.

Solução de Jessner X Ácido Glicólico
Lawrence et al. 1997:46 Estudo comparativo, split-face, randomizado, aberto, com 16 mulheres utilizando peeling de ácido glicólico 70% versus solução de Jessner em três sessões com intervalos mensais. Houve uma diminuição do MASI de 63%, porém sem diferença estatística significativa entre os grupos. Ácido Tricloroacético (Ata )

Nanda et al. 2004:47 Estudo comparativo, randomizado, aberto, entre 50 pacientes divididas em dois grupos. Para o preparo da pele, duas semanas antes da realização de peelings seriados de ATA 10-30%, seis sessões quinzenais, o grupo 1 utilizou HQ2 5%, e o grupo 2, tretinoína 0,025%. O grupo 1 obteve melhores resultados na redução do melasma e na manutenção da resposta (p < 0,05%).

Soliman et al. 2007:48 Estudo comparativo, randomizado, aberto, com 30 mulheres com melasma epidérmico divididas em dois grupos. Todas as pacientes utilizaram no preparo gel de tretinoína 0,05% e HQ 4% uma vez ao dia por duas semanas antes dos peelings semanais de ATA 20% até o clareamento total ou por, no máximo, seis sessões. Em um grupo, foi acrescentado ácido ascórbico 5% tópico uma vez ao dia no preparo, entre os peelings semanais e durante as 16 semanas de seguimento. Avaliação pelo MASI, fotografias e opinião do paciente demonstraram que o tratamento combinado do ácido ascórbico em peelings de ATA 20% apresentou melhores resultados e auxiliou na manutenção da resposta terapêutica.

Ácido Retinoico X Ácido Glicólico
Khunger et al. 2004:49 Estudo comparativo, split-face, com 10 mulheres indianas. Em uma hemiface foi aplicado peeling de ácido retinoico 1% e na outra, ácido glicólico 70%, semanalmente, por 12 semanas. Uma diminuição significativa no MASI foi observada em ambos os lados (p < 0,001), porém sem diferença estatística entre eles.

Ácido Lático X Solução De Jessner
Sharquire et al. 2006:50 Estudo comparativo, split-face, não randomizado, cego, com 30 pacientes utilizando peeling de ácido lático 92% na hemiface esquerda e peeling de solução de Jessner na hemiface direita, duas a cinco sessões a cada três semanas. Seis meses após a última sessão, houve redução do MASI em 79,34% com o uso do ácido láctico (p < 0,05) e 80,26% com o uso da solução de Jessner (p < 0,05), equiparando a eficácia dos dois agentes.

Microdermoabrasão
Bhalla e Thami 2006:51 Estudo comparativo, randomizado, aberto, com 30 pacientes, 10 com cicatriz de acne, 10 com melasma e 10 com fotoenvelhecimento. Divididos em dois subgrupos cada, o grupo 1 realizou microdermoabrasão (MDA) uma vez por semana, por seis semanas; e o grupo 2, MDA e preparo da pele com adapaleno 0,1% uma vez ao dia, iniciado duas semanas antes da MDA e mantido por seis semanas. A avaliação, subjetiva pelos pacientes e objetiva pelos pesquisadores, demonstrou melhora em apenas 15% dos pacientes no subgrupo I do melasma e 30 a 40% de melhora no subgrupo II do melasma.

Cotellessa et al. 2003:52 Estudo comparativo, não randomizado, aberto, com 40 mulheres divididas em dois grupos. Grupo 1: MDA quinzenal; grupo 2: MDA + peeling de ATA 15% a cada três semanas. No grupo 1, após 8 sessões foram observados remissão completa em 40% das pacientes, remissão parcial em 50% e nenhuma melhora em 10% delas.

Após dois a quatro meses de seguimento, o reaparecimento de novas lesões ocorreu em 25% das pacientes com anterior remissão completa. No grupo 2, remissão completa de 50% das pacientes, remissão parcial em 40% e nenhuma melhora em 10% delas. Após seguimento de dois a quatro meses, reaparecimento das lesões ocorreu em 50% das pacientes com remissão completa.

Luz Intensa Pulsada (Lip)
Wang et al. 2004:53 Estudo controlado, randomizado, aberto, com 33 mulheres com melasma refratário ao uso de HQ, divididas em dois grupos. O grupo 1 foi submetido a 4 sessões, em intervalos mensais, de LIP, além de utilizar HQ e FPS durante o estudo. O grupo 2 utilizou apenas HQ e FPS. Após a primeira sessão, o MASI apresentou redução em 24% (p < 0,05) dos casos; após 16 semanas, 39,8% (p < 0,005) no grupo 1 e 11,6% no grupo 2. O grupo 1 foi seguido por mais 24 semanas, apresentando decréscimo no MASI de 24,2% em relação ao inicial.

LASER

Angsuwarangsee et al. 2003:54 Estudo comparativo, splitface, aberto, em 6 mulheres com melasma refratário. Em uma hemiface, foi utilizado laser de CO2 950-ms em uma passada, seguido de uma passada do Q-switched alexandrite laser 755 nm (QSAL). Na outra hemiface, apenas QSAL. Após seis meses, o lado com tratamento combinado apresentou redução estatisticamente significativa do MASI e do MAMI (p = 0,0238 e 0,0223), mas no lado tratado apenas com QSAL não houve redução significativa.

Análise dos resultados e conclusão

Os estudos realizados demonstraram que o uso do protetor solar de amplo espectro, UVA e UVB,13-14 associado a cremes despigmentantes, constituem a base fundamental no tratamento do melasma. A hidroquinona permanece como agente isolado de maior eficácia, mostrando-se segura e com poucos efeitos adversos, tanto no tratamento quanto no preparo da pele para peelings químicos ou físicos.15,40,42-44,,47,53 O uso isolado de ácido retinoico é capaz de reduzir o melasma, porém, em altas concentrações, pode acarretar resultados indesejáveis.16-18 O efeito da hidroquinona e do ácido retinoico é potencializado quando ambos são utilizados em combinação com corticosteroides, demonstrando maior eficácia e menor custo total do tratamento.19-23 Além dessa combinação clássica bem estabelecida, outros agentes, como o ácido azelaico,28,30,39 ácido glicólico,25-27 skin whitening complex,32 liquiritin,37 rucinol,34 niacinamida,35,36 ácido kójico,26,27 vitamina C,15,25,31,38 Amelan,33 MELA D33 e ácido linoleico,29 demonstraram bons resultados, seja como ativos ou coadjuvantes de outros clareadores. Nenhum deles, no entanto, obteve clinicamente o mesmo poder clareador da hidroquinona, apesar de apresentarem menos efeitos adversos.

A utilização de sessões de peelings químicos ou microdermoabrasão pode contribuir para uma resposta mais rápida, sendo os peelings de ácido glicólico e solução de Jessner os mais estudados e com maior número de resultados positivos.39-52

Tratamentos com luz intensa pulsada53 e laser54 devem ser realizados com cautela. Mais estudos utilizando esses métodos devem ser realizados, visto que a maioria dos artigos publicados apresentou metodologia inadequada e/ou número de participantes muito pequeno.

É interessante ressaltar a utilização de novas substâncias, como sulfato de zinco 10%,55 ácido elágico,56 arbutin,56 pidobenzona 4%,57 metimazol,58 betacaroteno,59 tópicos, peeling de ácido pirúvico 50%,60 picnogenol oral,61 ácido tranexâmico intradérmico62 e terapia fotodinâmica,63 com eficácia e segurança ainda não bem estabelecidos.

Quanto à metodologia, observou-se a predominância de métodos subjetivos (opinião do paciente e observador, análise fotográfica) e quantitativos (MASI e MAMI) para análise da eficácia. Poucos estudos realizaram a análise histológica.5,6

Diante desses resultados, podemos concluir que combinar agentes tópicos como a HQ, tretinoína e um corticosteroide e educar os pacientes quanto à exposição solar e uso regular de filtro solar continuam sendo os pilares do tratamento do melasma. Apesar de a literatura ser extensa, constantemente atualizada e revisada, as evidências de eficácia, especialmente para substâncias novas e menos consagradas, são limitadas, e algumas controvérsias persistem pela heterogeneidade e a escassez de estudos bem delineados.

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