Sociedade Brasileira de Dermatolodia Surgical & Cosmetic Dermatology

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ISSN-e 1984-8773

Questoes e Gabaritos

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Anatomia da face aplicada aos preenchedores e à toxina botulínica – Parte II


 

1. Na região da pálpebra superior encontra-se o músculo elevador da
pálpebra superior cuja origem se faz na superfície orbital da pequena
asa do esfenoide acima e anterior ao canal óptico e se insere na
(A).....................................e é inervado pelo músculo óculomotor.
Já o músculo de Müller ou orbitário é músculo rudimentar não estria-
do (B) ..........................................A migração ou injeção da toxina
botulínica em grande quantidade ou em posição inadequada pode
levar ao relaxamento do músculo elevador da pálpebra, sendo as zonas
de risco a musculatura da glabela, especialmente a calda, o músculo
orbicular do olho porção superior, abaixo da linha da sobrancelha,
especialmente na região da pálpebra superior, em toda a sua extensão,
pois as fibras desse músculo se inserem na derme da pálpebra supe-
rior. Quando utilizados colírios que estimulam o sistema adrenérgico
(colírios de adrenalina) ou os que atuam sobre as prostaglandinas, sua
ação se faz sobre o (C) .....................que pode ajudar a elevar a pál-
pebra um a dois milímetros na tentativa de substituir parte da ação do
músculo elevador da pálpebra.
a. (A) pele da pálpebra, na placa társica e paredes orbitárias, pela porção medial e lateral da aponeurose de inserção (B) que cruza o sulco infraorbi- tário e a fissura esfenomaxilar, estreitamente unido ao periósteo da órbita. (C) músculo de Müller
b. (A) pele da pálpebra, e paredes orbitárias, pela porção medial e lateral da aponeurose de inserção (B) que cruza o sulco supra-orbitário e a fissura do osso maxilar, estreitamente unido ao periósteo da órbita. (C) músculo de Müller
c. (A) pele da pálpebra e na placa társica, pela porção lateral da aponeurose de inserção (B) que cruza o sulco infraorbitário e a fissura esfenoidal, estrei- tamente unido ao periósteo da órbita. (C) músculo de Müller
d. (A) pele da pálpebra, na placa társica e paredes orbitárias, pela porção medial da aponeurose de inserção (B) que cruza o sulco supraorbitário e a fissura esfenomaxilar, estreitamente unido ao periósteo da órbita. (C) mús- culo de Müller
e. (A) pele da pálpebra, na placa társica e paredes orbitárias, pela porção medial e lateral da aponeurose de inserção (B) que cruza o sulco supraorbi- tário e a fissura esfenomaxilar, estreitamente unido ao periósteo da órbita. (C) músculo de Müller
2. O músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz é respon-
sável pelo levantamento do lábio superior e da asa nasal, (A) também
participa da dilatação da narina, tem origem no processo frontal da
maxila e se insere na asa do nariz e lábio superior. Esse músculo tem
importância quando tratamos (com a TB) (B) o sorriso gengival e
quando desejamos amenizar o sulco nasolabial. A injeção do medica-
mento, quando desejamos apenas amenizar a musculatura no trata-
mento do sulco nasolabial deve ser realizado sempre (C) medial à
linha imaginária traçada lateral à asa nasal. Quando se deseja tratar o
sorriso gengival, podemos tratar apenas a porção descrita anterior-
mente, assim (D) como a porção que eleva o lábio superior.
a. (A,B,C) E (D) Verdadeiros
b. Somente( A, B) E (C) Verdadeiros
c. Todos falsos
d. (A) e (C) Verdadeiros, (C) e (D) falsos
e. (A) Verdadeiro, (B) Falso, (C,D) Verdadeiros
3. .O músculo levantador do lábio, como o próprio nome indica, levan-
ta o lábio superior e se origina na (A) margem lateral zigomática,
inserindo-se no lábio superior. O seu relaxamento é desejado quando
tratamos o (B) sorriso gengival pleno, os efeitos são suaves sem maio-
res consequências. O (C) músculo zigomático menor traciona o lábio
superior súpero-posteriormente, tem origem no corpo do osso zigo-
mático e insere-se no lábio superior e o músculo zigomático maior
traciona o ângulo da boca súpero-posteriormente. Origina-se no pro-
cesso temporal do osso zigomático e insere-se no ângulo da boca. O
músculo risório traciona levemente o ângulo da boca para posição
posterior.Tem origem na fáscia parotideomassetérica e (D) insere-se
no ângulo da boca. Tanto os músculos zigomáticos como o risório
podem ser relaxados com a TB para amenizar o sulco nasolabial e as
rugas que se localizam entre o canto externo dos olhos até a região
lateral ao canto externo dos lábios. (E) Ao tratá-los, nem sempre
mudaremos o sorriso do paciente e toda a expressão facial dessa área.
a. (A) E (B) Falsa; (C) E (D) Verdadeira; (E) Falso
b. (A) Verdadeira; (B) E (C) Falsa; (D) Verdadeira; (E) Falso
c. (A), (B) E (C) Falsa; (D) Verdadeira; (E) Falso
d. (A) Verdadeira; (B) E (C) Falsa; (D) E (E) Verdadeiro
e. (A) E (B) Falsa; (C), (D) E (E) Verdadeiro
4. As artérias faciais são extremamente tortuosas e a técnica mais atual
de preenchimento em vários planos e várias direções para a obtenção
do aumento labial mais natural acaba levando fatalmente à perfuração
das artérias com maior possibilidade de hematomas e equimoses. A
artéria angular é um ramo terminal da artéria facial que irriga (A)
..............e pela sua característica e pela extensão da área que nutre
também tem papel importantíssimo quando consideramos as conse-
quências da sua oclusão devida a injeção, espasmo ou compressão do
mesmo levando a necrose, isquemias e cicatrizes de toda a área que
dela depende. O ramo da columela e o ramo nasal lateral irrigam (B)
.........................A artéria nasal dorsal (C) .........................é ramo
da artéria infraorbitária. As veias nasais laterais estão a dois ou 3mm
sobre o sulco alar, e com a (D) .................. surgem profundamente
na base nasal e terminam na ponta no plexo subdérmico. Elas são tri-
butárias da (E) ....................... que drena todo o nariz externo.
a. (A) região lateral do dorso próximo à base do nariz atravessa o músculo levantador do lábio superior (B) a asa, o dorso e o ápice nasal (ponta nasal). (C) (irriga a base e o dorso do nariz e um dos seus ramos se une à artéria nasal interna na raiz do nariz e o outro desce anastomosando-se e a nasal externa) (D) artéria da columela (E) veia angular
b. (A) região lateral do dorso próximo à raiz (base) do nariz atravessa o músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz (B) a asa, o dorso e o ápice nasal (ponta nasal). (C) (irriga a raiz e o dorso do nariz e um dos seus ramos se une à artéria angular na raiz (base) do nariz e o outro desce anastomosando-se e a nasal externa) (D) artéria nasal (E) veia nasal
c. (A) região lateral do dorso próximo à raiz do nariz a asa do nariz (B) a asa, o dorso e o ápice nasal (ponta nasal). (C) (irriga a raiz e o dorso do nariz e um dos seus ramos se une à artéria angular na raiz do nariz e o outro desce anastomosando-se e a nasal externa (D) artéria da columela (E) veia nasal
d. (A) região lateral do dorso próximo à raiz do nariz atravessa o músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz (B) a asa, o dorso e o ápice nasal (ponta nasal). (C) (irriga a raiz e o dorso do nariz e um dos seus ramos se une à artéria angular na raiz do nariz e o outro desce anastomosando-se e a nasal externa) (D) artéria da columela (E) veia angular
e. (A) região lateral do dorso próximo à raiz do nariz atravessa o músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz (B) a asa, o dorso menos o ápice nasal (ponta nasal). (C) (irriga a raiz e o dorso do nariz e um dos seus ramos se une à artéria angular na raiz do nariz e o outro desce anastomo- sando-se e a nasal inferior) (D) artéria da columela (E) veia angular
5. (A) A artéria central da retina é um ramo da oftálmica e sua ori-
gem maior é a carótida interna.A artéria central passa no nervo ópti-
co e no disco óptico vindo a se dividir em ramos temporal superior e
inferior e nasal superior e inferior. Embora ela se anastomose com as
artérias ciliares os ramos anteriormente descritos não se anastomosam
entre si nem com quaisquer outros vasos, portanto, funcionalmente é
considerada artéria terminal (sem comunicação entre arteríolas e
vênulas) e a junção é feita somente através da rede capilar e é a oclu-
Perguntas para educação médica continuada - EMCDSurg Cosmet Dermatol. 2010;2(4):291-303.
Anatomia da face 303
são da artéria central que resulta em cegueira.
(B) A artéria central da retina é um ramo da artéria carótida interna
e os trombos podem produzir cegueira após injeção intra-arterial de
implantes espessos em volta dos olhos.As veias das pálpebras drenam
para a angular, oftálmica e temporal superficial.
(C) A anastomose das veias angular e oftálmica produz comunicação
entre a pele da região medial das pálpebras e nasal lateral com os sinus
cavernosos, em que há possibilidade de infecção intracranial.Trata-se
de uma das contraindicações na drenagem intempestiva e sem cober-
tura antibiótica de lesões de pele infectadas na região periorbitária e
centro facial, assim como injeções de corticosteroides ou substâncias
para esclerose vascular.
(D) Como assunto interessante também há relatos alertando que na
região intranasal ocorre anastomose entre as artérias carótidas interna
e externa, podendo ocorrer cegueira a exemplo da região oftálmica,
porém, esses dois pontos, a oclusão vascular e amaurose continuam
em discussão e inclusive há grande dificuldade para nós como profis-
sionais encontrar estudos detalhados em livros específicos.
a. Todas verdadeiras
b. (A E B) Verdadeiras (C E D) Falsas
c. (A E B) Falsas (C E D) Verdadeiras
d. (A E C) Verdadeiras (B E D) Falsas
e. (A E C) Falsas (B E D) Verdadeiras
6. Ao tratarmos o músculo masseter com a toxina botulínica, além da
atenção para a posição do ducto parotídeo para evitar traumas, deve-
mos estar atentos a músculos profundos, que podem influenciar no
movimento do sopro e da mastigação. Esses músculos são:
a. risório e porção medial do masseter
b. pterigóideo e o bucinador
c. pterigóideo e o zigomático maior
d. bucinador e o zigomático maior
e. zigomático maior e o risório
7. O sulco ou depressão que encontramos na região média da margem
inferior da mandíbula, que é facilmente palpável, representa:
a. artéria facial que deriva da carótida interna
b. artéria facial que deriva da carótida externa
c. nervo mandibular
d. nervo acessório
e. artéria mandibular
8. A disfagia pode ocorrer quando tratamos a região cervical, especial-
mente o músculo platisma. Para minimizar esse efeito indesejado, em
geral aplicamos a toxina botulínica na região medial do pescoço num
plano mais superficial para evitar o relaxamento dos músculos:
a. digástrico e estilo-hióideo
b. platisma e mentual
c. digástrico e mentual
d. estilo-hióideo e mentual
e. estilo-hióideo e platisma
9. O maior cuidado na técnica de reconstrução da mandíbula, princi-
palmente no preenchimento sobreperiostal se deve ao trauma d(o)(a):
a. nervo acessório
b. artéria facial
c. artéria mandibular
d. nervo facial
e. veia jugular
10. Quando se trata da região palpebral, o edema que pode ocorrer
após a injeção da toxina botulínica se (a) e ao preenchedor a (b) se
devem provavelmente a:
a. (a)inatividade/relaxamento muscular e (b)obstrução sistema linfático
b. (a)inatividade/relaxamento muscular e (b)injeção do preenchedor na glândula lacrimal
c. (a)quantidade insuficiente de toxina botulínica e (b) obstrução sistema linfático
d. (a)aplicação da toxina botulínica em local inadequado e (b) injeção do preenchedor no músculo periocular
e. (a) excesso de toxina botulínica e injeção em local inadequado e (b) inje- ção do preenchedor em derme superficial

Gabarito do número anterior

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