Sociedade Brasileira de Dermatolodia Surgical & Cosmetic Dermatology

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ISSN-e 1984-8773

Volume 10 Número 2


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Artigos Originais http://www.dx.doi.org/10.5935/scd1984-8773.20181021145

Estudo-piloto da pele fotodanificada e do melasma pela microscopia confocal de reflectância

Pilot-study of photodamaged skin and melasma using reflectance confocal microscopy


Francine Celise Siqueira César1; Ana Paula Martins Martini2; Maria Claudia Almeida Issa3; Patrícia Maria Berardo Gonçalves Maia Campos1

1. Departamento de Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP), Brasil

2. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP) - São Paulo (SP), Brasil

3. Departamento de Dermatologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) - Niterói (RJ), Brasil

Data de recebimento: 30/01/2018

Data de aprovação: 29/05/2018


 


Trabalho realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade São Paulo - Ribeirão Preto (SP), Brasil

Suporte financeiro: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

Conflito de interesse: Os autores declaram que não há qualquer conflito de interesses

Correspondência:

Patricia M. B. G. Maia Campos

Av. do Café, s/n

Ribeirão Preto (SP), Brasil 14040-903

E-mail: pmcampos@usp.br

 

Resumo

Introdução: O fotoenvelhecimento e o melasma são queixas dermatológicas frequentes. A microscopia confocal de reflectância (MCR) é técnica recente que pode ser usada para avaliação diagnóstica dessas dermatoses.
Objetivos: Avaliar as características da epiderme e derme nas alterações pigmentares da pele fotodanificada e do melasma pela MCR e comparar os achados dessas alterações com a região perilesional.
Métodos: Foi realizado estudo-piloto com oito participantes do sexo feminino, com idades variando de 38 a 50 anos, fototipos de II a IV, com diagnóstico clínico de fotodano (n = 4) e melasma (n = 4) na região malar da face. Foram comparadas a espessura do estrato córneo e da epiderme viável, a profundidade das cristas interpapilares e a presença de estruturas hiper-refrativas na região perilesional e lesional.
Resultados e discussão: As alterações pigmentares da pele fotodanificada revelaram padrão morfológico característico do lentigo solar, como aumento na profundidade das cristas interpapilares na região da lesão. Nas voluntárias com melasma, foi possível observar a presença de células dendríticas na epiderme e melanófagos na derme na região da lesão. Todas as voluntárias apresentaram queratinócitos hiper-refrativos na epiderme da região lesional.
Conclusões: Considerando o número de pacientes avaliados, foi possível caracterizar e comparar as alterações pigmentares na pele fotodanificada e no melasma.

Palavras-chave: Envelhecimento da pele; Microscopia confocal; Diagnóstico

INTRODUÇÃO

O fotoenvelhecimento e o melasma são queixas dermatológicas frequentes nos consultórios dermatológicos.1-3 Clinicamente, a pele fotodanificada se apresenta com rugas, alterações da textura e da pigmentação e perda da elasticidade e firmeza.3-5 O paciente com melasma tipicamente apresenta manchas castanhas com bordas irregulares e limites nítidos localizadas nas áreas de exposição solar, principalmente na face e em mulheres. Ambas as dermatoses podem impactar a qualidade de vida dos pacientes.5-9 No Brasil, cerca de 8,4% da população apresenta algum transtorno de pigmentação, assim como 10% da população latina que vive nos Estados Unidos apresenta melasma.7,10

O lentigo solar, também conhecido como lentigo senil ou mancha do envelhecimento, é desordem pigmentar benigna que surge no processo do fotoenvelhecimento. Essa hipercromia ocorre em áreas expostas ao sol, principalmente no dorso das mãos, antebraços e face.11-14 Acomete mais de 90% da população branca com idade acima de 50 anos.15 Os fatores relacionados a seu aparecimento estariam ligados à exposição da pele aos fatores externos, como a radiação ultravioleta (UV), hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (poluição) e à expressão de fatores de crescimento e inflamatórios.12,16,17

O melasma é desordem de pigmentação caracterizada pela presença de máculas localizadas principalmente nas regiões centrofacial, malar e/ou mandibular.1,7,16-18 A radiação ultravioleta (UV), os hormônios femininos (gravidez, disfunções endócrinas, uso de contraceptivos orais) e processos inflamatórios estão envolvidos em sua patogênese como fatores desencadeantes, associados à predisposição genética.1,7,19,20 A fisiopatologia desse transtorno pigmentar ainda não foi completamente elucidada, mas algumas teorias relatam que seu surgimento estaria relacionado ao aumento da expressão de fatores melanogênicos e receptores específicos, como os de estrógeno.1,19 O aumento do número e do calibre dos vasos sanguíneos na região afetada, bem como o aumento na expressão do fator de crescimento vascular endotelial, está também envolvido.16,20

O diagnóstico das alterações pigmentares da face é realizado predominantemente pelo exame clínico e/ou exame histopatológico quando existe a suspeita de malignidade. Uma nova técnica não invasiva, como a microscopia confocal de reflectância (MCR), pode auxiliar o diagnóstico clínico e também contribuir para a avaliação de eficácia terapêutica.21-23Além disso, a MCR pode ser aplicada na quantificação da pigmentação epidérmica,24 visto que o princípio dessa metodologia consiste na emissão de luz infravermelha sobre a pele e sua captação seletiva, refletida por estruturas cutâneas que apresentam diferentes índices de refração, resultando em imagens em preto e branco. Queratina, melanina e fibras de colágeno da derme são estruturas hiper-refrativas, visualizadas em coloração mais clara.25-28

Métodos para avaliação instrumental da pele fotodanificada e do melasma

Atualmente, existe uma diversidade de técnicas para a avaliação instrumental da pele, auxiliando o diagnóstico clínico.29 Dentre os métodos disponíveis para a avaliação do melasma e do fotodano destacam-se a espectroscopia de reflectância e a análise de imagens em alta resolução na investigação da coloração da pele e distribuição de melanina.30,31 O instrumento Cutometer® (Courage-Khazaka, Alemanha) avalia as propriedades mecânicas (alterações da elasticidade e da firmeza) da pele fotodanificada. Além disso, a análise de espessura da epiderme e derme pela ultrassonografia de alta frequência contribui substancialmente para avaliação de eficácia terapêutica.32,33

A microscopia confocal de reflectância (MCR) é técnica avançada que permite o exame da epiderme e da derme papilar com resolução próxima à do exame histopatológico, identificando estruturas e células com alta resolução.2,34 O princípio básico dessa técnica envolve a emissão de um feixe de luz infravermelho sobre a pele e a captação seletiva dessa luz, que é refletida por estruturas cutâneas, como queratina, melanina e fibras de colágeno, cujos índices de refração são diferentes.26 A MCR é considerada ferramenta para confirmação diagnóstica das alterações pigmentares da pele fotodanificada e do melasma, evitando-se a biópsia cutânea na face.2

Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar as características da epiderme e derme papilar nas alterações pigmentares do melasma e da pele fotodanificada pela MCR e comparar os achados dessas alterações com as características da região perilesional.

 

MÉTODOS

Recrutamento

Este estudo-piloto foi realizado após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (CEP/FCFRP protocolo n. 1.418.673/2015).

Foram incluídas no estudo oito participantes do sexo feminino, com idades entre 38 e 50 anos, fototipos de II a IV de acordo com a escala Fitzpatrick, com alterações de hiperpigmentação na região malar, diagnosticadas como alterações pigmentares da pele fotodanificada (n = 4) e melasma (n = 4).

Avaliação intrumental

Foram obtidas imagens em triplicata das regiões malares: lesional e perilesional, utilizando-se microscópio confocal de reflectância a laser VivaScope 1500 (Lucid, EUA) e padronizadas por meio do software acoplado Vivastack (Lucid, EUA). As imagens foram obtidas a cada 1,5µm a partir do estrato córneo até a profundidade de 37,5µm e a cada 3µm até a profundidade de 132,5µm.35

A partir das imagens obtidas, foram avaliadas de forma quantitativa e objetiva, a espessura do estrato córneo, a epiderme viável (camadas granulosa, espinhosa e basal) e a profundidade das cristas interpapilares e, de forma qualitativa e subjetiva, a presença e ausência de estruturas hiper-refrativas na região perilesional e lesional de todas as voluntárias.

Análise estatística

Os dados apresentaram distribuição normal, e portanto foi utilizado o teste t para comparar as alterações morfológicas entre as regiões lesional e perilesional. Os resultados foram expressos na forma de média e desvio-padrão e foi utilizado o nível de significância de p < 0,05. O software Origin8Pro® (OriginLab, EUA) foi utilizado para avaliação da distribuição dos dados, e GraphPad Prism 5 ® (GraphPad Software, EUA) para a análise estatística.

 

RESULTADOS

A análise quantitativa e objetiva dos dados obtidos a partir das voluntárias diagnosticadas com fotodano mostrou aumento não significativo nos valores da espessura do estrato córneo e da epiderme viável da região lesional em comparação com a perilesional e aumento significativo (p < 0,05) na profundidade das cristas interpapilares da região lesional em comparação com a perilesional. O mesmo não foi observado entre as voluntárias com melasma (Tabela 1).

A partir da análise qualitativa e subjetiva das imagens, foi possível observar a presença de estruturas hiper-refrativas na região lesional de todas as voluntárias (Tabela 2 e Figuras 1L.e, 2L.e e 3L.e).

Em todas as voluntárias diagnosticadas com fotodano foram observados padrão desorganizado das cristas interpapilares e acúmulo de queriatinócitos hiper-refrativos na região lesional em comparação à região perilesional (Tabela 2 e Figura 1 L. JDE).

Duas voluntárias diagnosticadas com melasma apresentaram queratinócitos hiper-refrativos na região perilesional (Tabela 2). Além disso, foi observada a presença de células dendríticas na região lesional de uma voluntárias diagnosticada com melasma (Tabela 2 e Figura 2L.e) e de melanófagos na derme da região lesional de outra voluntária também diagnosticada com melasma (Tabela 2 e Figura 3 L.d).

Numa terceira voluntária com melasma foi observado padrão desorganizado das cristas interpapilares na região perilesional (Tabela 2).

 

DISCUSSÃO

As imagens obtidas por MCR evidenciaram a presença de queratinócitos hiper-refrativos na epiderme das regiões com desordens benignas de pigmentação. Esse resultado indica o acúmulo de melanina nos queratinócitos, uma das consequências morfológicas do fotoenvelhecimento.36 O depósito irregular de melanina na pele já foi relatado em estudos com MCR e caracteriza-se pela observação de estruturas brilhantes devido ao elevado índice refrativo da melanina.21,36,37

O padrão desorganizado das cristas interpapilares - representado pela modificação do formato das papilas, que se tornam poligonais -, associado ao alinhamento irregular, foi observado na junção dermoepidérmica na região lesional das voluntárias com alterações pigmentares por fotodano. Essas alterações são características de lentigo solar, como descrito na literatura.21,37,38

Aumento significativo (p < 0,05) na profundidade das cristas interpapilares da região lesional e aumento não significativo na espessura da epiderme viável foram observados nas voluntárias que apresentavam pele fotodanificada com lentigo solar. De acordo com estudos histopatológicos relatados até o momento o aumento na espessura dos queratinócitos no lentigo solar pode estar relacionado à hipertrofia ou ao aumento da proliferação celular.39,40

De acordo com a literatura, a presença de células dendríticas, comumente observadas nos melasmas, pode corresponder a melanócitos ativos.19 Em outra voluntária, diagnosticada com melasma, foi observada a presença de células ovoides com contraste, localizadas da derme, sugerindo tratar-se de melanófagos, de acordo com relatos da literatura.41, 42 Os resultados obtidos são semelhantes aos observado nas investigações anteriores, o que sugere possível diferença morfológica entre essas desordens pigmentares detectável por MCR.19,21,36-24

 

CONCLUSÃO

Considerando o número de pacientes avaliados, foi possível caracterizar as alterações pigmentares na pele fotodanificada e no melasma. A partir das análises realizadas por meio da MCR, foi possível identificar diferenças entre as alterações pigmentares e as áreas perilesionais, na região malar tanto no melasma quanto na pele fotodanificada.

 

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES:

Francine César | ORCID 0000-0002-3748-1341
Avaliação instrumental, obtenção das imagens e redação do artigo.

Ana Paula Martini | ORCID 0000-0003-3705-4339
Interpretação das imagens e participação na discussão e redação do artigo.

Maria Cláudia Issa | ORCID 0000- 0003- 1031- 7370
Organização estrutural e revisão final do texto.

Patrícia Maia Campos | ORCID 0000-0001-6678-1207
Coordenação do estudo, discussão e revisão final do texto.

 

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