Sociedade Brasileira de Dermatolodia Surgical & Cosmetic Dermatology

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ISSN-e 1984-8773

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Artigo de revisão

Tratamento do melasma: revisão sistemática

Treatment of Melasma: systematic review

Denize Steiner, Camila Feola, Nediana Bialeski, Fernanda Ayres de Morais e Silva

Resumo: Introdução: O melasma é uma hipermelanose crônica, adquirida, que afeta áreas fotoexpostas da pele. Sua etiopatogenia ainda não está bem esclarecida. A exposição solar é fator importante, mas também tem sido descrita a relação com fatores hormonais, vasculares, predisposição genética e proteínas relacionadas à tirosinase. Devido à sua natureza recorrente e refratária, o tratamento do melasma é difícil e tem como objetivo a prevenção ou a redução da área afetada, com o menor número possível de efeitos adversos. Os princípios da terapia incluem a proteção contra a radiação ultravioleta (UV) e a inibição da atividade dos melanócitos e da síntese da melanina. Objetivo: Realizar revisão sistemática da literatura para identificar os tratamentos mais eficazes e seguros para o melasma, incluindo os tópicos, os orais e os procedimentos. Método: A pesquisa foi realizada no período de 5 de fevereiro a 15 de março de 2009, utilizando três bases de dados: MEDLINE (1966-2009), Biblioteca Cochrane e LILACS. Após estabelecer os critérios de seleção, os melhores estudos controlados e comparativos foram descritos individualmente. Resultados: Foram detectados 703 artigos no MEDLINE, 89 no LILACS e 100 na Biblioteca Cochrane e revisados 143, dos quais 10 descritivos (6,99%), 30 de revisão (20,97%) e 103 de intervenção (72,03%). Os estudos de intervenção não controlados, os descritivos e os de revisão foram analisados em conjunto. Dos demais, foram selecionados 42 artigos com melhor delineamento para descrição individual. Doze de 42 compreendiam estudos controlados (28,57%) e 30 de 42, comparativos (71,43%). Dezoito dos 42 compreendiam o tipo split face (42,86%) e 24, grupos paralelos (57,14%), sendo 34 (80,95%) randomizados. Oito (19,05%) apresentavam o delineamento ideal, ou seja, foram controlados com placebo e cegos. Limitações: Heterogeneidade dos estudos, poucos com delineamento adequado. Conclusões: A utilização de protetor solar de largo espectro é importante no tratamento do melasma e a hidroquinona tópica é o tratamento mais utilizado. Demais agentes clareadores mais usados incluem ácido retinoico, ácido azelaico e ácido kójico. Combinações terapêuticas aumentam a eficácia em comparação à monoterapia. Peelings químicos e físicos e tratamentos com laser e luz intensa pulsada constituem modalidades complementares utilizadas para tratar o melasma.


Palavras-Chave: MELASMA, HIPERPIGMENTAÇÃO, CLOASMA, TRATAMENTO

Artigos Originais

Estudo de avaliação da eficácia do ácido tranexâmico tópico e injetável no tratamento do melasma

Study evaluating the efficacy of topical and injected tranexamic acid in treatment of melasma

Denise Steiner, Camila Feola, Nediana Bialeski, Fernanda Ayres de Morais e Silva, André César Pessanha Antiori, Flávia Alvim Sant’Anna Addor, Bruno Brandão Folino

Resumo: Introdução: Melasma é uma hipermelanose adquirida de etiologia multifatorial e de tratamento difícil. O ácido tranexâmico (AT) tem sido estudado como alternativa terapêutica. Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança do AT no tratamento de melasma, comparando utilização de microinjeção localizada versus tratamento tópico. Material e Método: Foram selecionadas 18 mulheres com melasma, tratadas por 12 semanas com: Grupo A: aplicação domiciliar tópica de AT 3% 2x ao dia. Grupo B: injeções intradérmicas AT (4 mg/mL) semanais. Antes e após o tratamento, os grupos foram comparados sob os seguintes parâmetros: evolução fotográfica, evolução do MASI, autoavaliação e colorimetria. Resultados: 17 pacientes completaram o estudo. A avaliação fotográfica revelou, no grupo A, melhora em 12,5%, piora em 50% e, em 37,5%, não houve alteração alguma. No grupo B, 66,7% de melhora e 22,2% sem alterações. Em relação ao MASI, houve melhora significativa (p = 0,0026), sem diferença entre os tratamentos (p = 0,6512). Na autoavaliação, no grupo A,37,5% das pacientes classificaram como boa e 50%, como imperceptível. No grupo B, 66,7% classificaram como boa e 33,3%, imperceptível. A avaliação colorimétrica revelou melhora significativa nos tratamentos (p = 0,0008). Conclusão: Embora a avaliação clínica subjetiva tenha demonstrado superioridade do tratamento injetável, na avaliação objetiva, ambos os tratamentos revelaram–se significativamente eficazes, o que indica que o AT é uma nova e promissora opção terapêutica para o melasma.


Palavras-Chave: ÁCIO TRANEXÂMICO, MELASMA, TERAPÊUTICA

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